sexta-feira, 4 de julho de 2008

Somos poeira de estrelas...


Posts anteriores eu mostrei aquela faixa vermelha no céu que pertence ao que sobrou da estrela que explodiu em 1006. Como eu sei que o pessoal gostou muito da imagem e ficou curioso, resolvi publicar também a imagem que mostra aonde a faixa está localizada em relação à estrela anã branca central. A bolha de gás que foi lançada ao espaço durante a explosão, e que os astrônomos chamam de remanescente, tem 60 anos-luz de diâmetro e continua em expansão. É assim que os elementos químicos produzidos no interior das estrelas são enviados ao espaço. Estes elementos químicos são os mesmos que encontramos na Terra, na natureza, nos nossos corpos. Por isto dizemos que somos feitos de poeira de estrelas. Bonito, né? A imagem é uma combinação de várias outras tiradas com o Chandra (Raios-X), com o VLA (Rádio), com o CTIO (óptico). Lá no alto à direita está o local da faixa.

Por Duilia de Mello, no site da Super.

O que provocou o apagão da internet?


Que treta, hein? Como a polícia, os bombeiros, a CET e milhões de pessoas aqui em São Paulo, fiquei sem internet ontem. Foi um apagão histórico, que está na capa de todos os jornais. Só que ninguém conseguiu explicar o mais importante: o que, afinal, causou a pane? A Telefônica dificilmente vai contar - o mais provável é que os caras dêem uma explicação meio fajuta e o caso seja esquecido. Mas dá para fazer alguns raciocínios:

1. Aparentemente, o problema começou no DNS. DNS? É: Domain Name System, o sistema que "traduz" os endereços dos sites. O verdadeiro endereço do YouTube, por exemplo, não é youtube.com. É 208.65.153.253. Já pensou se você tivesse que decorar os números de todos os seus sites preferidos? Seria um caos. Ao que tudo indica, os "tradutores" da Telefônica pifaram ontem. Isso porque alguns usuários do Speedy, que reconfiguraram seus computadores para utilizar DNS alternativos, conseguiram acessar a internet mesmo durante o apagão.

2. Aí, a coisa ficou pior. Todo computador ligado à internet é identificado por um número: o endereço IP (veja qual é o seu acessando o site showmyip.com). Cada país tem um lote de endereços IP, que são repartidos entre os seus internautas - cada pessoa ganha um. Quando a pane da Telefônica começou a se normalizar, ontem à noite, e os usuários do Speedy foram se reconectando à internet, alguns perceberam uma coisa estranha: seus computadores tinham ganho endereços que não pertenciam ao lote brasileiro - eram dos Estados Unidos!

Isso sugere que a Telefônica possa ter sofrido uma segunda pane: desta vez, no sistema que distribui os endereços IP (o Dynamic Host Configuration Protocol, ou DHCP). E, para contornar o problema, usou um DHCP localizado em outro país.

3. O que, ou quem, causou tudo isso? Só os engenheiros da Telefônica podem dizer ao certo, mas a coisa toda me parece estranha. Os sistemas DNS e DHCP são relativamente simples, e dependem de poucas máquinas. Em caso de problemas, não é difícil consertá-los. Então houve hackers na jogada? Sempre é possível. Mas, para causar tanto estrago, é preciso sofisticação: descobrir falhas de segurança nos equipamentos de rede da Telefônica e desenvolver um método para explorá-las. Mas peraí. Grande parte da internet usa equipamentos Cisco. Se você tivesse um método infalível para arrebentá-los (um "zero-day exploit", na gíria dos especialistas), por que começar por São Paulo? E por que parar na Telefônica? Por que não atacar NET, Brasil Telecom e outros que usam equipamentos similares? Que tal um apagão mundial? Com um zero-day exploit das máquinas Cisco, dá para fazer. Mas ninguém fez - provavelmente, porque não tem bala na agulha.

Isso meio que descarta a hipótese de superataque.

4. Provavelmente, a coisa foi banal. A Telefônica fala em defeito "complexo e raro", sem dizer o que é. Sabe o que eu acho? Alguém esqueceu de instalar alguma atualização de segurança, e o sistema foi vítima de um ataque meio pé-de-chinelo. Ou então os técnicos estavam mal-preparados para lidar com falhas previsíveis. Será? Ou essa acusação é injusta? Vamos ver se aparecem mais informações a respeito.

Por Bruno Garattoni, no site da Super.

Picadinho selvagem


Se você é fã de picadinho, vai adorar esse estudo: “O esqueleto de um micromamífero sob os efeitos digestivos do ser humano”. Parece nojento? É muito mais do que isso. Dois antropólogos da Universidade Estadual de Nova York contam na pesquisa como um deles comeu - e excretou - uma Blarina brevicauda (foto acima).

Segundo a publicação, esse foi um estudo preliminar sobre a digestão humana e seus efeitos em esqueletos. Os cientistas primeiro tiraram o pêlo do animal e suas vísceras, depois cozinharam a carcaça por 2 minutos e engoliram as porções sem mastigar.

As fezes do pesquisador cobaia foram coletadas durante três dias e separadas para análise. Aquilo que não foi digerido completamente foi separado do resto (eca) para um diagnóstico, para encontrar os ossos que não haviam sido digeridos. Surpresa geral: quase tudo sumiu. Inclusive a mandíbula, que tem um tamanho considerável, e também as pernas. O crânio, no entanto, apesar de danificado, apareceu.

Para os estudiosos, como os pedaços não foram mastigados – o que destruiria boa parte dos ossos – os danos foram causados apenas pelos ácidos do estômago. Genial, fala aí? E eles fizeram tudo isso sem ganhar um centavo.

Por Nina Weingrill, no site da Super.

Férias por um mundo sustentável


O título deste post parece nome de livro de auto-ajuda ou papo de guia espiritual, mas não é nada disso. Trata-se, na verdade, da temporada que cinco estudantes brasileiros vão passar nos Estados Unidos, discutindo e desenvolvendo iniciativas simples e baratas para a sustentabilidade.

São eles: Miguel Chaves, Gustavo Fujiwara, Mariana Negrão e Rafael de Barros Carrilho, graduandos de engenharia da Universidade de São Paulo (Poli-USP), e Marcio Botto - doutorando em Saneamento Básico da Universidade Federal do Ceará. A programação das suas férias é ficar por quase um mês no renomado MIT - Massachusetts Institute of Technology, numa equipe de 60 estudantes de 18 países, como Índia, Peru e Canadá.

Eles participam do IDDS - International Development Design Summit, projeto que está na segunda edição e é organizado pelo MIT, pelo California Institute of Technology e pelo Olin College of Engineering. O grupo reúne desde engenheiros até médicos, que se inscreveram no programa e foram escolhidos pela afinidade com projetos sociais.

A jornada vai de 14 de julho a 8 de agosto. Eles serão divididos em equipes e estimulados a criar soluções sustentáveis para as necessidades das próprias comunidades onde vivem. Parece abstrato, mas a prática é simples: por exemplo, um dos grupos de 2007 desenvolveu um projeto voltado aos habitantes de vilarejos com dificuldade de acesso à água, através da criação de bolsas de plástico ergonômicas para o transporte do líquido a longas distâncias.

Além de permitir que o sujeito caminhe mais confortável da fonte até a sua residência, o sistema reduz a contaminação da água. Um dos projetistas levou a idéia para casa e está implementando-a na Tanzânia, país do continente africano.

O brasileiro Miguel Chaves esteve na edição de 2007. Gostou tanto que, no último domingo, embarcou de novo para os EUA. Vai participar da segunda edição do IDSS, agora na condição de ‘monitor’. Para ele, a viagem não é só uma questão de carimbar mais uma vez o MIT no currículo: “Os valores de cada país são muito diferentes. A experiência é fenomenal”.

O estudante também dá uma dica: quem quiser acompanhar as atividades pode conferir o blog recém-criado pelo grupo. Foi de lá que saiu essa foto do post – o cara em destaque, aliás, é o próprio Miguel no encontro do ano passado.


quinta-feira, 3 de julho de 2008

Sexo por um mundo melhor!


Nós já vimos ações estranhíssimas para ajudar o meio ambiente: um artista que usava poluição para pintar suas telas, uma balada que gera energia com o piso graças aos movimentos do público, um referendo contra o consumo e pessoas que se despiram para protestar ou pedalar por um mundo melhor.


Bom, ficar pelado é uma coisa, agora, imagine fazer sexo para salvar o meio ambiente? É isso que o site pornô Fuck For Forest (precisa traduzir?) pretende! Criado pelo casal roqueiro Leona Johansson e Tommy Hol Ellingsen, o FFF.com destina 80% das verbas arrecadadas com a assinatura do conteúdo do site para entidades e ações ambientais.


O casal descobriu que existe um grande público interessado em um conteúdo, digamos, mais lascivo quando se trata das questões ambientais. Em um festival de música norueguês, em 2005, eles protagonizaram uma cena, hum, mais picante para conscientizar o público para as causas ambientais. Como deu muito certo, criaram o site.


Há fotos, vídeos e shows ao vivo de Leona e Tommy, além de seus amigos, se “introzando”. Além disso, os membros (que assinam por US$ 15 por 30 dias) podem dividir suas experiências sexuais com a comunidade por meio de webcams. Pode-se comprar também camisetas como lembrança, embora não sejam tão apropriadas para se usar por aí...


Para se ter uma idéia do sucesso da iniciativa, no ano passado, o casal arrecadou US$ 120 mil. O único problema é que algumas organizações não aceitaram a contribuição, como a World Wildlife Foundation por causa da notoriedade do grupo.


Pelo menos, alguém está se divertindo com a preservação do meio ambiente...

No site da Super.

Gamers reclamam de jogos "coloridos demais"

Imagem de Diablo, colorido demais para os fãs [montagem via Kotaku]

Hoje eu experimentei rapidamente o Echochrome, inovador puzzle do PSP e PlayStation 3. Gosto de puzzle e coisas inovadoras, então achei a experiência bastante interessante e diferente. Há duas coisas que chamam a atenção, de cara: a trilha sonora, que é um erudito marcante, com sinfônica completa. Mas o mais bizarro, fora a premissa do jogo em si, é o seguinte: ele é em preto-e-branco. Imagine um jogo feito em 2008, sem cores? Pois é, uma opção artística da produtora que faz sentido dentro de premissa do joguinho. E não incomoda. E poxa, se há filmes em preto-e-branco sendo feitos ainda hoje, gente tirando foto em P&B e sépia, por que não imaginar um mundo virtual menos colorido? O interessante é que há uma tendência para a não-cor, ou as cores lavadas, nos jogos ditos “realistas”. Se o primeiro GTA era coloridíssimo, os últimos foram ficando mais escuros – mais parecidos com a realidade? Se Metal Gear do Nintendinho tinha um verde que mal existe na natureza, o último prefere tons de cinza e Bioshock é escuríssimo. O mundo é de fato menos colorido que os videogames, ok, mas precisa deixar as coisas assim, para o bem do “realismo”?


É verdade que a Nintendo continua fazendo jogos coloridíssimos, Mario Galaxy e Zelda sendo apenas alguns exemplos. Mas há outras empresas também tomando esse caminho: Little Big Planet, esperado título do PS3 é uma experiência quase lisérgica e o Okami, que eu peguei semana passada para o Wii, também tem uma direção de arte interessantíssima. O curioso é que o público tem dividido as coisas meio assim: pouca cor, adulto, colorido demais, para criança, bobo. Vejam só: tão logo a Blizzard anunciou Diablo 3, no último domingo, apareceu uma petição online para deixar o jogo menos colorido. Coisa do tipo: “ah, eu me sentia no inferno, agora estou preso numa fase de Kingdom Heart. Não quero!” Bobagem, não? Povinho retrógrado. Eu me divirto muito mais com os extremos (sem cores, como Echochrome ou pirado como Okami) que essa mania de natureza-morta.


Por Pedro Burgos, no site da Super.

Puro caos cibernético


Não acredito que fiquei 27 horas, 39 minutos e 17 segundos sem me logar! Foi terrível! Foram as horas mais difíceis da minha vida! Caso você não use o serviço Speedy, da Telefonica, ou não more na região metropolitana de São Paulo, provavelmente está se perguntando do que este louco está falando.

Tudo aconteceu na bela manhã de 3 de julho, quando o serviço de banda larga da Telefonica simplesmente entrou em pane, deixando milhares de usuários desconectados, desligados, desglobalizados (pode parecer que estou exagerando, mas nunca imaginei que minha vida seria tão difícil sem a web).

O lado bom disso tudo é que o Procon declarou que pessoas que sofreram danos podem reivindicar bufunfa. E eles que ousem dizer que não sofri danos! Perdi vários golds no Gunbound, perdi a oportunidade de conseguir mais $ences no Fórum IEssence, perdi um episódio de Naruto, perdi uma batalha virtual em World of Warcraft... tudo por causa da incompetência da Telefonica!!!

É nessas horas que eu gostaria de ser um mutante com características genéticas do Roberto Justus e do Capitão Nascimento para poder dizer: "Telefonica, você está demitida, sua fanfarrona!"