sábado, 30 de outubro de 2010

Happy Halloween!

Não consigo me lembrar, ao certo, quando fiquei tão fascinado com essa data, que (infelizmente) é comemorada apenas nos países de origem anglo-saxônica. Talvez tenha sido na segunda série, quando houve na escola em que eu estudava uma festinha de Halloween. Os alunos entravam em fila numa sala de aula escura, com velas dentro de abóboras e professoras vestidas de bruxas, fazendo cara feia para as criancinhas. Logo senti a adrenalina, a boa sensação de estar sob uma situação de perigo controlada. Pensei: "caraca, isso aqui é muito maneiro!"

Mas talvez essa minha obsessão por Halloween tenha sido iniciada pelo filme "O Estranho Mundo de Jack" (Nightmare Before Christmas, na versão original, em inglês). Lembro que o SBT sempre exibia, nas vésperas de Natal, esse filme. E, qual é, quem não é inundado pelo "espírito natalino" na véspera de Natal? Como o filme faz uma espécie de junção entre os dois feriados, acho que acabei transferindo essa... "coisa mágica" do Natal também para o Halloween.

Enfim, embora o meu Halloween esteja sendo realmente bastante tenebroso, por ocasião de meus planos frustrados (bom, se é tenebroso então não é tão ruim assim, não é?), escrevo este post para fazer uma listinha básica com 10 filmes de terror para ver essa noite, de preferência sozinho, com porta fechada e luzes apagadas. Ui!

O Estranho Mundo de Jack: Jack é o rei da cidade do Halloween. Porém, ele se cansa de toda a rotina e quer algo novo. Quando descobre a cidade do Natal, descobre o que será capaz de acabar com sua depressão: tomar o lugar do Papai Noel e fazer um Natal aterrorizante. Boa coisa é que não pode dar...

Jogos Mortais: Você prende a respiração do início ao fim do filme. Os finais sempre se
mostram surpreendentes e fica torcendo por determinado personagem, ao mesmo tempo em que sabe que, para que ele se livre do mal que lhe aflige, terá que cometer um mal maior!

Atividade Paranormal: O filme mais assustador da atualidade. Como você não consegue ver nada muito bem, devido à qualidade da filmadora, tudo parece muito real. E se prepare para pular do sofá depois da surpreendente cena final!

Halloween: Halloween figura essa lista simplesmente por ser um clássico! Quem, na década de 80, não morria de medo de que um Michel Meyers aparecesse do nada, pronto para te matar por puro prazer?

Chuck - Brinquedo Assassino: Chuck aterrorizou minha infância. Lembro-me dos pesadelos que tinha, em que eu estava preso num quarto, e do nada ele aparecia, pulando de cima de um guarda-roupa, com sua faquinha pronta para se infiltrar sob minha garganta. Vale para relembrar os velhos e bons tempos!

Resident Evil: Apesar de ser um filme de ação, o clima de todos os filmes (com exceção de Resident Evil 3, que foi um dos piores longas que Hollywood já produziu) é bastante sombrio e te ajudam a entrar no clima de Halloween.

O Grito: Para gritar horrores! Mas não com a versão americana... filmes americanos adaptados de terror japonês são sempre uma desgraça! Na verdade, O Grito só prova que por mais que os americanos tentem, nunca conseguirão reproduzir o horripilante terror japonês.

Sweney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Flet: Esse musical de Tim Burton também tem um clima bastante soturno e envolvente. As músicas são ótimas e o final também é surpreendente. Recomendo a você que tem paciência em acompanhar praticamente a história toda ser contada pelas músicas. Se não, nem tente.

Noiva Cadáver: Um filme, talvez, até fofinho demais para o Halloween. Mas bastante interessante. Repare, por exemplo, que o mundo dos mortos é sempre mais colorido e... vivo (!) que o próprio mundo dos vivos. Porém, se eu fosse uma criancinha de cinco anos, tenho certeza que ficaria com medo da Noiva Cadáver, pensando que a qualquer momento ela poderia aparecer na minha janela e me puxar pelo pé para o mundo dela, para que, assim, nos casemos. Horror duplo, nesse caso!

Rec: Outro filme em que o que mais dá medo é o fato de você não conseguir ver quase nada, no melhor estilo Atividade Paranormal. Você vai se surpreender, principalmente quando chegar ao final de Rec 2.

Dizem que, nessa época do ano, a linha que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos fica mais tênue. Então não dê bobeira e, se algo horripilante aparecer para você, simplesmente CORRA!

Um feliz (ou não!) Halloween!

domingo, 30 de maio de 2010

Fúria de Titãs x Fúria da Crítica

Antes mesmo de ser lançada nos cinemas brasileiros, a refilmagem do clássico "Fúria de Titãs" vem sendo rechaçado pela crítica especializada - atitude cada vez mais comum ultimamente, mesmo que o filme seja campeão em bilheteria (vide "Um Olhar do Paraíso" e "Avatar"). Há um profundo descompasso no que os críticos postam, com relação à percepção do público.

Sites como o Omelete chegaram a publicar que "personagens mal-desenvolvidos e atuações ruins estragaram o que poderia ter sido um novo clássico". No Kinoplex Osasco, em contrapartida, o que se via era sala lotada em pleno domingo à tarde e pessoas batendo palmas ao final do filme (sempre há aqueles que acham que estão num teatro).

"Fúria de Titãs" gira em torno da história de Perseu, que se revolta com os deuses quando Hades mata sua família. No decorrer de sua jornada, porém, Perseu descobre ser filho de Zeus. Isso não abala sua disposição de confrontar-se com os deuses, ao lado de homens que acreditam que, com o fim da era dos mesmos, se verão livres da opressão divina que assola toda a Grécia.

Os efeitos especiais são ótimos, os atores conseguiram fazer aquilo que se esperava deles, e a trilha sonora perfeita. O enredo é simples? Sim, pode até ser. Mas isso não tira o mérito do filme, que consegue divertir e entreter os espectadores, o que, afinal, deveria ser o objetivo de um filme. Além do mais, o original de 1981 também era simples, mas deste só se ouvem comentários em tons saudosos.

Com isso, fica difícil imaginar o porquê de todo esse desprezo da crítica. O que eles esperam de um filme pra que seja bom? Um dramalhão melodramátioco, uma retratação trágica da realidade, como se vê no aclamado "Guerra ao Terror", de Kathryn Bigelow? Mas, pô, o gênero do filme é aventura! E não pretende ser uma aventura épica do naipe de "Senhor dos Anéis" ou "Gladiador", mas sim um filme mais "Coração de Dragão", mais próximo aos clássicos seriados Xena e Hércules. E nisso "Fúria de Titãs" é excelente.

Eu mesmo já desisti de acompanhar as resenhas de sites especializados, ainda mais de sites que se dizem especializados, mas que muitas vezes apresentam textos críticos com problemas de coesão e raciocínio lógico, como o famosíssimo Cinepop. Talvez devêssemos parar de ser influenciados pelo que outras pessoas falam de determinado filme antes de vê-lo (eu mesmo quase deixei de assistir "Fúria de Titãs" depois do que foi publicado) e tirar, nós mesmos, nossas próprias conclusões. Deixar que especialistas decidam o que você deve ou não assistir tem se mostrado uma péssima escolha.

domingo, 14 de março de 2010

Crystal Dynamics: “Há dois Tomb Raiders em desenvolvimento”!


A desenvolvedora Crystal Dynamics esclareceu que Lara Croft and The Guardian of Light, próximo game da franquia Tomb Raider, é um jogo separado da série principal.

“Estamos trabalhando em dois games e este será algo novo e diferente! Aguarde. Os dois games são separados e um não afeta o outro”, divulgou a empresa.

O jogo não terá o nome Tomb Raider no título e será com câmera isométrica. O game será lançado para download este ano para PlayStation 3, Xbox 360 e PCs.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Oscar 2010 - Guerra ao Terror é o campeão

"E o Oscar vai para... Guerra ao Terror", foram as palavras fulminantes e avalassadoras para James Cameron, e que consagraram Kathryn Bigelow como melhor diretora do melhor filme do ano. Na verdade, a disputa foi realmente curiosa. Cameron, diretor do maior rival de Guerra ao Terror, Avatar, é ex-marido de Bigelow. Mais do que uma batalha entre cônjujes, a disputa (acirradíssima até mais ou menos a metade do evento) marcava a batalha entre a simplicidade de um filme barato mas que apostava em conteúdo, contra megas-produções de centenas de milhões de dólares, que no enredo conseguem "enganar bem" - palavras de José Wilker, que durante a premiação exibida pela TV Globo gosta de cruzar as perninhas finas e fazer pose de intelectual.

Toda a elite cinematográfica, aliás, pensa como Wilker. Não foram poucos os críticos a se derramar em elogios ao filme que retrata os horrores da guerra no Iraque ao mesmo tempo em que estraçalhavam Avatar. É exatamente quando isso ocorre que percebo uma certa lacuna, que separa a crítica 'erudita' do público, aquele para o qual o cinema deveria ser dirigido, pra todos os efeitos. Avatar bateu o recorde de bilheteria de todos os tempos, e mesmo assim alguns continuam se referindo a ele como um reles filme sem açúcar. Já deixei bem claro para várias pessoas que definitivamente desisti de ler alguma crítica antes de ir ao cinema. Muitas vezes, pra não dizer na maioria delas, acontece de eu adorar um filme no qual a crítica meteu o pau (Um Olhar do Paraíso é um exemplo) ou de achar horroroso e sem nexo um filme que foi elogiado pelos barbados de óculos (Cidade de Deus).

Dentre todo esse descompasso entre o Oscar e as salas do Kinoplex e do Cinemark, uma coisa salvou a premiação: A hilária apresentação de Steve Martin e Alex Baldwin. Destaque para a sátira que fizeram de Atividade Paranormal, cujo vídeo você confere abaixo:


domingo, 7 de março de 2010

Berserk, o melhor mangá do mundo



Eu posso até estar errado fazendo do título uma afirmação, mas o que dizer de um mangá tão bem desenhado, que se pode observar os mínimos detalhes de uma cena (com exceção dos órgãos sexuais masculinos), que conseguiu conquistar alguém que não dava a mínima para mangás, graças ao seu enredo completamente artístico, equiparável às maiores obras de arte da literatura fantástica? Foi isso que aconteceu comigo.

Um belo dia, no trabalho, um colega meu (valeu, Crocha!) foi contando a história de Berserk, destacando o fato de os roteiristas não se preocuparem nem um pouco em apresentar cenas explícitas de violência, pornografia e satanismo. Claro que não trata-se de uma obra de viés satânico, como certamente dirão aqueles mais fanáticos, religiosamente falando. O mangá gira em torno de Gatts, sobrevivente de uma guerra da época da Inglaterra medieval, que é resgatado ainda bebê por Shizu, quando ela o encontra à beira da morte e o adota como filho. Quando Gatts completa três anos, Shizu morre, para desespero de seu marido e padrasto do garoto, Gambino. Gambino acha que o garoto fora o responsável pelas desgraças que ocorreram com Shizu e com ele próprio, anos mais tarde. Gatts então foge e conhece o Bando do Falcão, grupo de mercenários que o acolhe. Griffith, o líder do bando, cria uma amizade muito profunda com Gatts. Ou pelo menos Gatts assim achava. Uma série de reviravoltas dignas de produções hollywoodianas mostram a face maquiavélica de Griffith, disposto a trair e a sacrificar Gatts em sua incessante busca por poder.



Isso pode parecer um spoiler, mas, acredite, é só o começo dessa saga medieval. Berserk faz parte daquele conjunto de obras culturais que te deixam com um vazio, parecendo que está te faltando alguma coisa, quando termina de ler algum volume do mangá. E se você não curte esse negócio de mangá e de cultura pop japonesa, não se engane: Berserk foge bastante aos padrões nipônicos de ninjas com shurikens e jutsus, assemelhando-se mais a Tolkien ou Paolini, porém muito mais repleto de cenas chocantes e que, de certa forma, se aproximam da realidade. Obras de fantasia contemporânea, por exemplo, não mostram aspectos grotescos da era medieval, como a prática da pedofilia. Berserk explicita, mesmo que brevemente, cenas desse tipo, o que traz o enredo para mais próximo da realidade (à medida do possível, claro, já que se trata do gênero fantasia e monstros e demônios são personagens recorrentes).

O fato é que muitos dos fanáticos por mangás consideram esse como um dos melhores da atualidade, se não o melhor. Numa época em que estão em alta adaptações para o cinema de livros consagrados de fantasia, como Senhor dos Anéis, Harry Potter, Crônicas de Nárnia e o mais recente Percy Jackson e os Olimpianos (não colocarei no meio da lista a saga Crepúsculo, que na minha opinião se enquadra mais no gênero comédia devido às atrozes distorções com as quais são subjugados os leitores mais sérios por Stephenie Meyer), é de se estranhar que Berserk seja tão pouco conhecido desse público. Até porque o nível de complexidade, criatividade e narrativa superam essas obras consagradas em muitos aspectos. É uma pena que o alto grau de tradicionalismo de alguns leitores mais ortodoxos os impeça de descobrir as maravilhas que se escondem por detrás de alguns meios de comunicação para os quais os mais cultos torcem o nariz, pelo simples fato de não se tratar dos milenares livros de uma biblioteca.

Os números do Oscar


Hoje ocorre a maior premiação mundial do cinema. Você é daqueles que assiste a todas as edições pela TV, pula de alegria quando aquele filme que você assistiu e gostou é citado logo depois da célebre frase "And the Oscar goes to..." e conhece tudo sobre o evento, certo? Errado! Várias curiosidades que não são tão difundidas mostram o quão estranho o Oscar é. Provavelmente você não conhecia algum desses dados. Pois é, existem mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe a vã filosofia ou, no nosso caso, do que supõesm os cinéfilos, como você confere abaixo, num infográfico retirado do site da revista Superinteressante:


Volta o cão arrependido


Volta o Cão Arrependido
Com suas orelhas tão fartas
Com seu osso roído
E com o rabo entre as patas

Volta o Cão Arrependido
Com suas orelhas tão fartas
Com seu osso roído
E com o rabo entre as patas


Pois é, pessoal... Depois de algum tempo ausente (e bota tempo nisso) estou de volta com o blog para postar coisas legais, interessantes e curiosas! Todas as coisas que você pensava que conhecia e mais aquelas que nunca havia imaginado, reunidas em um único lugar. Além disso, novidades do mundo pop farão parte do novo conteúdo. Just have fun!