terça-feira, 12 de agosto de 2008

Por um número 1 mais limpo!

Nós estamos empenhados em tornar a sua ida ao banheiro muito mais sustentável. Explicamos se os secadores de mãos eram mais eficientes ambientalmente do que as toalhas de papel e, ainda, abrimos uma campanha para tornar o número 2 um pouco mais limpo – e higiênico. Agora, é a vez dos mictórios!

O nosso querido TreeHugger (quem mais?) deu a notícia de que a companhia de trens elétricos japonesa instalou 73 novos mictórios que não utilizam água. A empresa Falcon Waterfree Technologies desenvolveu um mecanismo que filtra e prende os odores emitidos pela urina. Um pequeno filtro é colocado no ralo, com um líquido a base de óleo, que faz todo o serviço. Como a urina é composta de 96% de água, é só filtrá-la para poder jogá-la no sistema de esgoto. Simples assim.

A empresa diz que o líquido é ecologicamente correto, e o filtro é reciclável. O único gasto que se terá é em limpar e trocar o filtro de três a quatro vezes por ano. A economia que a companhia de trens do Japão terá é impressionante. Ainda de acordo com o TreeHugger, 22 mil toneladas de água deixarão de ser usadas e 12,7 toneladas de CO2 deixarão de ser emitidas por ano!

Os ganhos são tantos que a empresa está fazendo uma campanha para trocar todos os mictórios de prédios gratuitamente!

'O Prisioneiro': procure pelo seis

O Prisioneiro, seriado britânico de sci-fi que marcou os anos 60, vai ganhar um remake estrelado por Jim Caviezel e Ian McKellen, produzido pelos canais AMC e SkyOne e com estréia prevista para 2009. A trama é centrada no ex-espião chamado apenas de Número Seis, que se descobre prisioneiro numa isolada e excêntrica cidadezinha litorânea conhecida como "A Vila".

Os produtores aproveitaram a Comic Con, em julho, para começar a obrigatória campanha viral da nova versão. Adesivos e cartões com os dizeres "Eu não sou um número" foram vistos pela Comic Con em julho, e a frase "Procure pelo Seis" foi escrita no céu sobre o centro de convenções em San Diego.

Por enquanto um ARG completo ainda não apareceu - mas o site seekthesix.com tem um joguinho engenhoso que pode revelar mais detalhes a respeito. O site demora um pouco para carregar, mas eu achei que vale a pena.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Relâmpago em câmera-lenta



Rápido como um raio! Nem tanto...

A beleza de um relâmpago capturado por uma câmera de alta-velocidade.

Não é fantástico?

Stencil Art por Encomenda em SP


Em nossas viagens temos visto (e fotografado) inúmeros stencils espalhados pelo mundo. Do pioneiro Blek Le Rat [+] ao reconhecido (e hipervalorizado) Banksy passando por obras desconhecidas muito bacanas. Já encontramos muitas fotos clássicas em forma de stencil, como a da execução em Saigon de Eddie Adams que fotografamos em Buenos Aires. Rolou até com fotos de Lost Art avistadas nas ruas de Salvador. Na foto acima, stencil de FAKE de foto clássica de Diane Arbus, (veja o contato original aqui), fotografada na Spuistraat em Amsterdam.

Falando em stencil, está rolando a "Temporada de Retratos Stencil Graffiti de Cláudio Donato". Peça o seu aqui.


Por Louise Chin e Ignacio Aronovich.

Plutóides, Plutinos, Plutão em Delaware

Estamos passando o final de semana em uma casa de praia no pequeno estado de Delaware. Chegamos ontem a noite um pouco depois dos nossos amigos, Larry e Mary Anne. Larry, assim como o Tommy meu marido, também é astrônomo e trabalha no instituto do Hubble e Mary Anne é advogada em Washington. Logo depois chegou um outro amigo deles que também é advogado e embarcamos em uma discussão bem interessante: Plutão! Eu já sabia que muitos americanos se sentem um pouco ofendidos com o fato de Plutão ter perdido o status de planeta e pertencer a categoria planeta-anão desde agosto de 2006. Afinal eles são muito orgulhosos de ter sido um americano, Clyde Tombaugh, quem descobriu o planeta em 1930. Mas eu não tinha a mínima idéia que o novo termo escolhido pela União Astronômica Internacional (UAI) em junho de 2008, Plutóide, fosse provocar reação tão negativa. Segundo eles, as palavras que terminam com -óide (-oid em inglês) tem um tom pejorativo. E eu que achava o termo até bonitinho fiquei sem saber o que falar. Eu achava até que a UAI estava querendo homenagear Plutão ao dar o nome de plutóide aos planetas anões. Segundo a UAI, os planetas são objetos esféricos que estão em equilíbrio e que não possuem outros objetos de tamanho semelhante na redondeza. Não confundir Plutóides com Plutinos que são objetos do cinturão de Kuiper em resonância com Netuno. Explicando: a cada duas vezes que um Plutino completa uma órbita, Netuno completa 3 órbitas. A resonância, neste caso 2:3, parece uma dança coreografada ao redor do sol. O cinturão de Kuiper que está a 33-50 UA (1 UA = distância da terra ao sol) é cheio de pedregulhos do tipo asteróides congelados e contém pelo menos 2 planetas-anões, Plutão e Makemake. Resumindo, Plutão é um plutino e um plutóide. Enfim, vejamos qual será o assunto da noite de hoje. A fotinho foi enviada para mim outro dia por um estudante que tive no semestre passado.

sábado, 9 de agosto de 2008

Sexta-Swing



Aqui não é o Videorama, mas nesta sexta-feira nos permitimos um clip de Mr. Scruff mixado com imagens de Charleston da dupla Al Minns e Leon James dos legendários Whitey's Lindy Hoppers. [+]

Pagerank para definir a cadeia alimentar

Muitos blogueiros, fascinados com a propagação de seus escritos, ficam vidrados com a medição do Google sobre suas páginas. O pagerank, que mostra a relevância de um determinado site seguindo algumas fórmulas numéricas da empresa, é o medidor mais comum para ver como a página aparece nos resultados de busca. Mas isso mudou. O pagerank agora é uma boa escolha para se medir cadeias alimentares.

Stefano Allesina, da Universidade da Califórnia e que pesquisa cadeias alimentares, descobriu que o algoritmo usado pelo Google pode ser uma ótima alternativa na hora de se calcular o impacto que a saída de um predador tem na cadeia alimentar.

Para se entender melhor, o pagerank funciona criando um ranking de acordo com o número de páginas que linkam para um determinado site e em quais posições eles estão. Se um site com um pagerank alto linkar para este blog, por exemplo, maior o pagerank do blog e mais força terá para subir a sua posição também.

Agora, como isso se aplica à cadeia alimentar? Simples. “Uma espécie é importante se se direciona a outras espécies importantes”, conta Allesina, em uma reportagem da Nature. Ou seja, do mesmo jeito que uma página ganha relevância se citada por uma fonte com pagerank alto, as espécies são importantes se se alimentam de outras espécies importantes.

Diferente da web, em que tudo é interligado, na cadeia alimentar sempre há o predador que fica no topo. Para sanar isso, Allesina conta também os animais que se alimentam das carcaças dos top-predadores. Dessa forma, uma rede interminável se forma, com todos os animais sendo devorados.

O meio Google de se analisar a questão, além de prático, é muito mais rápido e barato, já que o método tradicional faz análises genéticas de todos os bichos e medem quão adaptáveis são na cadeia. A partir daí, outra análise é feita, sempre substituindo os tipos alimentares e os resultados genéticos.

Eficiência pouca é bobagem...