quarta-feira, 13 de agosto de 2008

100 mil órbitas do Hubble

Apesar de capenguinha, o Hubble continua produzindo imagens lindíssimas. Esta semana ele comemorou 100 mil órbitas desde que foi lançado em 1990. Em outubro os astronautas irão recauchutar o Hubble e trocar os instrumentos, inclusive substituir a câmera que tirou esta imagem e colocar a poderosa WF3. Vamos falar muito da missão de reparo nos próximos meses, aguardem. A imagem colorida é de uma nebulosa aonde estrelas se formam a 170 mil anos-luz de distância perto da nebulosa da Tarântula. As cores representam o oxigênio (azul), hidrogênio (verde) e enxofre (vermelho). O site do Hubble tem mais detalhes e imagem em alta resolução.

O grito mais famoso do cinema

A maioria dos efeitos sonoros dos filmes são adicionados durante a pós-produção, então é normal que alguns efeitos fiquem disponíveis em bibliotecas e sejam reutilizados em vários títulos. O caso mais famoso é o do Wilhelm Scream, originalmente de uma cena em que um cowboy tem o braço devorado por um crocodilo em Distant Drums (1951), um "faroeste na flórida" estrelado por Gary Cooper.

O grito virou uma espécie de piada interna entre os caras que cuidam de efeitos sonoros e já apareceu em incontáveis filmes, incluindo todos os Star Wars e Indiana Jones originais. Veja a compilação dos Gritos Wilhelm e grite com a gente:

Os trenós nas Olimpíadas se tornaram menos verdes

Nestes tempos de jogos olímpicos, não há outro assunto a não ser a China – e os milhares de visitantes e jogadores que abarcaram por Pequim. Há discussões que envolvem as ações para tornar o evento mais sustentável e há protestos contra a violação dos direitos humanos no país comunista.

Com tanta visibilidade, qual melhor lugar do que esse para fazer ações de marketing? Pois bem. A China foi escolhida pela BMW para fazer a campanha de uma edição limitada de seu carro elétrico. A produção do Mini Cooper só vai atender à Califórnia, nos EUA, e não passará de 500 unidades. De qualquer forma – e embora o carro pregue a sustentabilidade -, a montadora teve a idéia de mandar metade da carcaça do veículo para a China.

Quê!? Sim, o carro, que é produzido na Alemanha, é cortado na metade, customizado (imagina quantos poluentes são emitidos até aí), enviado para o país asiático (CO2? Ahm?!) e usados como uma espécie de trenó para... bicicletas! Parece até comédia. Tudo bem que o trenó, mesmo feito com metade de um carro, polui menos do que o automóvel em si. Mas tornar um meio de transporte sustentável em algo menos verde não é uma ação de marketing negativa?

Os tradicionais trenós chineses puxados por bicicletas ainda parecem mais charmosos...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

É melhor terminar um jogo em 30 minutos ou 8 horas?

Amiguinhos que têm X Box 360 – ou quem espera um motivo para comprar um. Vocês têm a obrigação moral para com a indústria de videogames de comprar Braid, que custa 15 dólares (1200 MS Points). O joguinho é uma jóia rara tanto na direção de arte – parece um quadro impressionista – quanto na história (adulta, realista, para quem se importa em ler) e a absolutamente fantástica jogabilidade. O jogo em si é um puzzle-platform, o que significa que você vai correndo pela fase, passando por obstáculos (a parte fácil) e resolvendo os quebra-cabeças. A qualquer momento você pode voltar o tempo, o que significa que na prática você nunca morre. Fácil, não? Pois é. Diria que chegar até o fim do jogo leva no máximo uma meia hora pra alguém com relativa habilidade.

E aí Braid desafia o jogador e separa bem os tipos de fãs de videogame. Há os caras que gostam de simplesmente chegar até o fim do jogo. Se preciso for, ele usa as revistas de “detonados” e o Gamefaqs para isso. A satisfação de dever cumprido e o prazer desse cara está apenas lá, na tela final. Mas há os outros jogadores que gostam de saborear os jogos. E é pra essas pessoas que Braid foi feito. Em cada um dos mundos há 12 peças de um quebra-cabeças para serem pegas. E para conseguí-las você tem de basicamente ficar olhando pra tela e descobrir a melhor estratégia possível. Cada um dos mundos é regido por algumas regras diferentes. Em um deles, quando você volta no tempo, a sua sombra faz o caminho que você tinha feito previamente, e você pode fazer outra rota, orquestrando movimentos bonitos. É meio impossível descrever isso, é mais fácil olhar esse exemplo. O legal é que em diversos momentos do jogo sai aquele sorriso de satisfação por ter descoberto a solução. E imagino que solucionar tudo leve umas 5 a 12 horas, dependendo da velocidade de raciocínio da pessoa. Muita gente diz que isso é muito curto, e que o jogo é caro pelo que se propõe. Mas poxa, a idéia de Braid é vender a “experiência” de ter o seu cérebro desafiado, como um bom filme de arte. E como é mais barato que um par de ingressos pro cinema, digo que vale. Pelo que li ele já vendeu 30 mil cópias desde que foi lançado, quarta passada. Ainda não foi o suficiente para cobrir os gastos, então quem ainda não comprou, faça o favor para que mais coisas assim surjam. Obrigado.

A abertura das Olimpíadas foi uma fraude

Você viu a abertura dos Jogos? Foi legal, né... em vários momentos, fiquei me perguntando como os caras tinham conseguido fazer coreografias tão animais. Bom... agora que tô de volta ao Brasilzão, onde a internet não é censurada, posso revelar: foi tudo feito em computador! Isso mesmo: os chineses usaram um software de computação gráfica para criar algumas imagens - segundo eles, seria muito "difícil" fazer a coisa de verdade. E não sou eu que tô dizendo isso... os próprios chineses acabaram de admitir a fraude. Bonito, não?

Sociedade da Terra Plana

Enquanto algumas pessoas lutam para encontrar a cura do câncer, americanos se juntam para discutir se a Terra é mesmo plana. A Flat Earth Society propõe em seus fóruns de discussão que o Pólo Norte está no centro do mundo e os continentes estão dispostos ao redor.

Gente, essa noção de que o mundo é uma bola gigante é tão milênio passado... A tendência agora é rejeitar Copérnico e bolar uma outra teoria. Eles acreditam inclusive que a Lua tenha somente 51 km de diâmetro (e o Sol seja só um pouco maior do que isso). E claro, os dois circulam em volta da Terra, e não o contrário. Ah, e portanto, a Terra não se move...

Surprise, surprise

Assim que comecei a escrever este post, vi os comentários no blog. Não é que alguns quase acertaram? Dizer tudo seria desnecessário e imprudente - até um encrenqueiro como eu tem seus limites. Ou melhor: nem. Já nas próximas horas (tô de volta!), vocês saberão de algo beeeem animal. Get ready... 欢迎.