quarta-feira, 9 de julho de 2008

Cidades flutuantes dominarão os oceanos!

O aquecimento global provavelmente derreterá as geleiras e o nível dos oceanos aumentará. Muitas cidades ficarão alagadas. As pessoas terão que migrar para o interior, ou, então, morar em pleno oceano. Sim, nos oceanos. Um arquiteto francês criou uma cidade flutuante para abrigar os refugiados do clima.

A idéia é simples. Como o nível dos oceanos irá aumentar, por que não usar as águas salgadas como moradia? O arquiteto Vincent Callebaut desenhou uma cidade flutuante que pode abrigar cerca de 50 mil moradores. A criação funcionaria como um iceberg, ou seja, parte ficaria para fora das águas, outra dentro. A energia usada para manter a ilha artificial seria inteiramente de recursos renováveis, como eólica, solar e de ondas.

Os Lilypads, como são chamadas as cidades, foram inspiradas no formato das vitórias-régias, muito comuns na região Amazônica, que são grandes, pesadas, mas se mantém na superfície da água. Tudo que puder ser reciclado, será, fazendo com que as cidades-flutuantes sejam totalmente livres de emissões de carbono ou maiores danos ao meio ambiente. A “ecopolis” também utilizaria a chuva para encher um lago central de água doce e regar diversos tipos de plantas.

Agora, só falta saber o que é viável e o que é puro realismo fantástico...

Do site da Super.

terça-feira, 8 de julho de 2008

O laptop que engoliu um PlayStation 3

Esse notebook aí de cima, o Toshiba Qosmio G55, é o primeiro com o processador Cell - o mesmo chip usado no videogame PlayStation 3 e no supercomputador mais rápido do mundo. Tudo indica que ele será o laptop mais potente da história, e está prometendo recursos animais. Como o Gesture Control (para controlar a reprodução de músicas e vídeos, é só mexer a mão na frente da tela) e o Face Navigation, que reconhece o rosto das pessoas. Muito legal - agora só falta liberar uns joguinhos de PS3, né?

Por Bruno Garattoni, no site da Super.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O estresse de ser verde

Com todo esse papo sobre sustentabilidade, praticamente somos obrigados a fazer algo para mudar a situação do mundo. Mas dá uma preguiiiiiiça. E muitos ficam com ela mesmo e não querem nem saber. Há, porém, aqueles que a ultrapassam e fazem diversas ações sustentáveis, tornando-se um grande eco-maníaco.


O tempo vai passando, passando, passando, e vê-se que o mundo não mudou em nada. Pelo contrário, só piorou. E aquele eco-maníaco está jogando plásticos no lixo (em vez de reciclar), enchendo o tanque do carro com gasolina (esquecendo que existe o álcool) e comprando produtos nada agradáveis ao meio ambiente. Será que ele desistiu? Não, ele se tornou um eco-ansioso.


Em um artigo publicado na revista estadunidense Newsweek, uma eco-maníaca explica como vendo que nada mudava com suas ações, começou a se importar menos com as conseqüências, por considerar que “salvar o planeta de um pote de plástico não valia o meu tempo ou a água quente necessária para lavá-lo”. E a ansiedade só aumentava.


Dados publicados pelo estudo Energy Pulse 2007 mostram que, entre 2006 e 2007, o entusiasmo dos norte-americanos caiu quando o assunto são produtos ou serviços energéticos mais eficientes. Para se ter uma idéia, o número de atividades verdes ou eficientes energeticamente (como reciclar ou andar de bicicleta) caiu da média de 3,63 para 3,00 no ano passado.


Os eco-ansiosos são aqueles que não agüentam mais a pressão para tornar o mundo mais sustentável, sendo que, aparentemente, nada de concreto muda. Eles se sentem fatigados com o trabalho que dá preservar o meio ambiente e não verem nenhuma recompensa. Há um tratamento, contudo. Os eco-psicólogos existem para religar a conexão entre a natureza e a mente das pessoas. E essa não é uma nova vertente da psicologia, como diz o comentário feito por Sarah Edwards.

Do site da Super.

Se você é do tipo que adora fazer parte de uma comitiva política, agarra o alto-falante e acha que está abafando em cima do palanque, culpe seus genes (ou não). Segundo James Fowler e Christopher Dawes, da Universidade da Califórnia, em San Diego, ligações entre dois genes específicos do homem são responsáveis por sua inclinação política, ou sua vontade de fazer parte dela.

Chamados de MAOA e 5HTT, os genes estão envolvidos com hormônios que condicionam nosso comportamento social. Eles atuam sobre a serotonina, neurotransmissor que regula nossos medos, sentimentos de confiança e interação social. Durante os testes, pessoas que possuíam esses genes eram 10% mais inclinadas a votar do que as que não os possuíam.

Apesar de não influenciar na escolha política, essa diferença genética faz com que as pessoas participem mais de atos, como doar dinheiro para uma campanha, fazer boca de urna ou concorrer a um cargo político.

Bem que eles poderiam descobrir o dispositivo que desliga os tais genes, não?

Por Nina Weingrill, no site da Super.

Jogos vs. realidade: a nova era dos games está chegando


Com a chegada do iPhone 3G esta semana e o lançamento do sistema operacional Android, do Google, ainda este ano, começa a se desenhar um futuro em que todo mundo vai ter a internet e um GPS no bolso. Isso é revolucionário em tantos níveis que nem se o blog fosse só sobre isso o assunto se esgotaria. Mas tem um lado interessante da questão que talvez não esteja sendo comentado o suficiente por aí: jogos.

A SUPER e o Ultra já falaram bastante de ARGs e big games - experiências que transformam o mundo real em jogo. O desafio nos últimos tempos parecia ser descobrir como esses gêneros poderiam evoluir e para onde isso tudo estaria indo. Com internet rápida, Google Maps, GPS e um sistema operacional aberto no celular (no caso do Android, que certamente vai botar pressão na Apple para facilitar o desenvolvimento e distribuição de aplicativos), parece que ARGs e big games são uma parte minúscula de algo muito maior, que começa a tomar forma enquanto o mundo real aos poucos se transforma em uma nova plataforma de jogo.

Pensa só: entre os aplicativos que surgiram depois que o Google anunciou o Android, já se destacam alguns joguinhos que transformam as cidades em tabuleiro e o celular em instrumento de interação, como o City Slikkers e o WiFi Army (no vídeo abaixo). Quando o Android e o novo iPhone entrarem no mercado, é bem possível que surja uma avalanche de programas semelhantes.

Faz algum tempo que se fala em "game 3.0", a nova era dos games baseados em comunidades e criação e compartilhamento de conteúdo por usuários. Então nada mais natural que as ferramentas de geolocalização se tornem aquilo que vai catapultar de vez os celulares - e até os portáteis como o Nintendo DS, que, com alguns truquezinhos, já pode ser transformado em GPS - para o novo mundo dos games. Claro, os joguinhos convencionais para celular vão continuar evoluindo e tentando alcançar o nível dos consoles (quem não quer jogar Mario Kart online no iPhone?). Mas, é quase certo, vai ser cada vez mais irresistível para os desenvolvedores usar a web, GPS, sensores, bluetooth e o diabo a quatro para levar os jogos para as ruas, tranformar as ruas em jogos e fazer disso tudo uma coisa só.




Por André Sirangelo, no site da Super.

Lista de músicas de Rock Band 2 empolga


Chop Suey!, do System of a Down, uma das músicas que aparentemente estará no Rock Band 2.

Semana que vem rola a E3, mais importante feira do mundo dos joguinhos. Há um bocado de expectativa e mistério, porque é ali que são apresentados os games que farão sucesso no fim do ano. Há algumas apostas: a Nintendo vai apresenta games para o público hardcore? A Sony trará um novo portátil pra substituir o PSP? A Microsoft vai cortar agressivamente os preços para ganhar do PS3? E Bioshock 2? Fallout 3? O projeto de Peter Jackson com a franquia Halo? Semana que vem teremos as respostas. Mas apesar dos grandes lançamentos planejados para o segundo semestre, eu acredito que a briga que vai dominar as atenções mesmo será entre Rock Band 2 e Guitar Hero World Tour. Apesar de que aparentemente o Guitar Hero tem periféricos melhores e a funcionalidade extra de compor, o que vai definir quem vai ganhar a briga é simplesmente a playlist. As músicas que você pode tocar enquanto finge ser um rockstar. É o que faz Guitar Hero 3 vender mais de 5 milhões de cópias e Guitar Hero Aerosmith empacar – com todo o respeito aos fãs do pai da Liv Tyler. A única coisa que temos certeza é que Led Zeppelin e Beatles não estarão em nenhum dos dois jogos. Mas há especulações fortes e apareceram em dois lugares uma possível lista de músicas do Rock Band 2, para agradar todos os gostos. Inteira tá aqui. Alguns dos destaques:


AC/DC - Let There Be Rock, Alanis Morissette - You Oughta Know, Alice in Chains - Man in the Box, Bon Jovi - Livin' on a Prayer, Dream Theater - Panic Attack, Foo Fighters – Everlong, Interpol – PDA, Judas Priest – Painkiller, Linkin Park - One Step Closer, Offspring, The - Come Out & Play (Keep 'em Seperated), Pearl Jam - Alive, Presidents of the USA - Lump, Rage Against the Machine – Testify, Red Hot Chili Peppers - Give it Away, Smashing Pumpkins – Today, Survivor - Eye of the Tiger, System of a Down - Chop Suey


Por Pedro Burgos, no site da Super.

Órion - Primeiro Capítulo: Cabeça do Cavalo

Eu não gosto muito de falar em constelações porque elas tem um valor astronômico bem limitado, apenas utilizamos as constelações para identificar regiões no céu e nada mais. Mas nos próximos posts vou falar um pouco sobre alguns objetos que ficam na constelação de Órion, o caçador. Resolvi fazer esta série para mostrar um pouquinho ao leitor que quando vemos uma imagem bonita precisamos sempre lembrar da escala da imagem, ou seja, do tamanho físico do objeto. Lembrem que o espaço é tridimensional, mas quando olhamos para o céu vemos apenas duas dimensões. A terceira dimensão, que é a distância entre o observador e o objeto, não é obtida diretamente da imagem. Vou começar mostrando uma imagem reveladora que o Hubble fez há alguns anos atrás de uma nebulosa em Órion conhecida como Cabeça do Cavalo que está a 1.600 anos-luz de distância. O lado maior da imagem tem por volta de 2,2 anos-luz. Vejam no alto da cabeça os primeiros sinais de que estrelas estão nascendo dentro da nuvem gasosa e empoeirada.

Clique aqui para ver a imagem em alta resolução. Nos outros posts vamos nos afastar da região até ver a constelação toda, sei que alguns leitores vão gostar ;-) Boa viagem!

Por Duilia de Mello, no site da Super.