quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Veja e conheça a história do novo clipe do Evanescence, "What You Want"


Quase desde o dia em que ela escreveu a música, Amy Lee se referiu a "What You Want" como sendo "realmente diferente" de qualquer outra música que o Evanescence já fizera. Então, quando chegou a hora de preparar um conceito para o vídeo, bem, como seria essa mudança?

"Nós estivemos trabalhando muito rápido, e ainda estávamos terminando o álbum, e isso foi quase no mesmo tempo em que tínhamos que gravar o clipe, e eu não tinha ideia nenhuma sobre o como ele seria, o que é meio estranho, porque geralmente eu tenho essas visões de como eles serão", Amy riu. "Mas a música é realmente diferente para nós, então eu sabia que não queria ir para o clássico, uma espécie de coisa épica e fantástica. Quer dizer, é totalmente épico, mas não queremos ir por esse caminho - eu queria fazer algo diferente".

Amy Lee convidou a sua irmã, Carrie, na gravação, no estúdio, para lhe dar algumas ideias frescas. "Ela é escritora. Eu ficava dizendo 'você bem que podia vir aqui sentar comigo e ouvir a música várias vezes e me dizer o que acha'", Amy relembra. "Ela começou a dizer que as coisas estavam indo muito bem. Ela disse 'Poderia ser em Nova York. Vocês precisam fazer algo diferente, essa música soa diferente', e também falou coisas como, por exemplo, sair correndo pela ponte do Brooklyn, que é onde eu moro, e fiquei, tipo, 'Meu Deus, isso é ótimo!'".

Amo mesmo tempo que você pode dar créditos a Carrie pela concepção básica por trás de "What You Want" - um clipe que relata a história do Evanescence, desde os seus primeiros dias de shows para fora dos suados clubes até a sua pausa recente, Amy Lee se mudando para a cidade de Nova York – a cena do clímax, em que a banda entra na onda em Coney New York Island, foi ideia de Amy. E, sim, há um profundo significado para ela.

"Aquela era minha parte. Eu meio que cheguei com a ideia daquele final. Sinto como se fosse a representação da banda voltando ao mundo", ela disse. "Temos uma base internacional de fãs muito grande, então sempre penso em nós saindo em turnê e muito dela, pra nós, é sobre o mar. Mas é um pouco mais que isso. Somos nós lidando com algo desconhecido, entrando em um novo mundo, voltando depois de muito tempo. Você viu o passado no resto do vídeo e aquele é o futuro desconhecido".

Claro que manter os companheiros de banda com aquela visão – uma nadada pela manhã era necessária – provou ser mais difícil do que Amy Lee tinha anteriormente antecipado. Mas, como em tudo envolvendo os integrantes do Evanescence atualmente, eles eventualmente concordaram em mergulhar juntos. Alguns menos dispostos que os outros.

"É, o Terry em especial não queria entrar na água", ela riu. "Estava um pouco fria, mas amei. Acho que os caras também"

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Prófugos: quem disse que seriado bom é só seriado americano?


Recentemente estreou na HBO um novo seriado. Descobri sem querer, navegando aleatoriamente pela internet. Li a sinopse e achei bastante interessante. Às 23h de domingo, quando começou o seriado, levei um susto. Como assim? Os caras estão falando em espanhol! Só então descobri que se tratava de um seriado chileno.

Não pude conter minha estupefação. Afinal, pela sinopse, o seriado prometia muitas cenas de ação. Será que um seriado chileno teria recursos pra fazer a história ficar interessante e realístico? Resolvi dar uma chance porque, afinal de contas, se trata de uma produção independente na HBO, e nunca vi a HBO fazer um seriado ruim (vide True Blood e Game of Thrones). Ainda bem que fiz isso!

Prófugos conta a história de quatro homens que fazem parte de
uma gangue chilena, cujo objetivo é fabricar drogas e transportá-la para a Europa. No decorrer do trama, porém, vários empecilhos atrapalham a jornada de nossos anti-heróis, e aos poucos são incorporados elementos como traição, suspense e uma boa dose de cenas de ação (que não ficam devendo nada a nenhum seriado norte-americano), tudo isso sob um enredo inteligente e envolvente.

Todo final de domingo agora tenho um compromisso com Prófugos, e super recomendo pra quem gosta do gênero ação.

domingo, 1 de maio de 2011

Thor: a esperança das adaptações de HQ


Geralmente, adaptações de HQs da Marvel ou da DC Comics são verdadeiras catástrofes - com raríssimas exceções, como Homem-Aranha e as últimas filmagens de Batman. Tudo levava a crer que com Thor a coisa não seria muito diferente. É legal estar errado quando ao filme nesse aspecto.

Thor (idem, EUA, 2011) mostra as origens do mais poderoso deus nórdico, ao menos na versão dos quadrinhos. Filho de Odin, chamado de "pai de todos", está prestes a se tornar o rei de seu mundo, Asgard, mas é banido do reino depois de causar uma guerra entre dois mundos por sua simples vontade de se envolver em batalhas. Quando li o enredo, imaginei que se trataria de mais uma adaptação fraca, como Motoqueiro Fantasma ou Quarteto Fantástico, mas tive uma agradável surpresa na sala de cinema ao perceber que é um filme divertido e envolvente, do começo ao fim.

Com atuações convincentes, momentos de humor bastante divertidos e uma história plausível, Thor é a prova de que filmes de super-heróis secundários podem sim ser mega-produçãões dignas de heróis top de linha (ou até melhores, já que as adaptações de Superman, até aqui, foram assustadoramente de péssimas qualidade).
Se você está aí em casa sem nada pra fazer nesse fim-de-semana, assistir Thor é uma boa pedida. Mas não precisa ser em 3D. Thor ainda é daqueles filmes que valem mais a pena assistir em 2D, já que os efeitos em três dimensões não são lá essas coisas. O único momento em que me lembro de ter pensado "nossa, que efeitos 3D legais" foi no final do filme, já nos créditos, no qual o espectador é levado a um passeio por entre constelações.

Nota: 8

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Baratas: por que existem, meu Deus?




Deus trabalhou durante seis dias, construindo o mundo perfeito, e no sétimo descansou. Fica a pergunta que não quer calar: por que Deus criou as baratas? Dizem que tudo o que Deus criou era bom. Então baratas foram criadas por Lúcifer?

Qual é o propósito das baratas? Por que elas estão nesse mundo? Apenas para fazer as pessoas sofrerem e gritarem, para expulsarem-nas de seus quartos? Por que elas se multiplicam tão rapidamente? Todos os sprays inseticidas do mundo não parecem ser suficientes para exterminar essas criaturas repugnantes!!!

Genocídio às baratas! Essas coisas não são do bem, não! Genocídio às baratas!

domingo, 12 de dezembro de 2010

The Walking Dead: um seriado que faz jus ao nome


Antes do primeiro episódio estrear nos Estados Unidos, todos falavam de The Walking Dead. Com estreia no dia de Halloween, tinha tudo pra ser o seriado mais aterrorizante de todos os tempos, deixando pra trás o aclamada Supernatural (que, convenhamos, não dá medo algum). A hashtag #TheWalkingDead era uma das mais usadas no Twitter e todos esperavam ansiosamente o dia da estreia.

A estreia chegou e, quando assisti ao episódio, pensei: "tanta propaganda pra isso?". Não que o episódio tivesse sido ruim. Apenas estava muito aquém das expectativas que o próprio serviço de marketing do seriado me proporcionou. Não há nada mais perigoso para a vitalidade de um seriado ou filme do que quando sua propaganda é infinitamente superior ao produto em si, pois acaba ocasionando no público um sentimento de decepção. Decepção, eis a palavra que descreve muito bem esse seriado.

No segundo episódio, a narrativa melhorou exponencialmente. Mais ação, menos falatório. Foi o melhor episódio de todo o seriado. E ouso dizer que foi o único episódio realmente bom de The Walking Dead. Tal qual os mortos vivos que o compõem, o seriado conta sua história tão devagar que às vezes você chega a pensar que o roteirista também é um morto-vivo. Quatro longos episódios passaram-se contando a mesma coisa, com os mesmos personagens enfrentando os mesmos dilemas, no mesmo cenário.

Quando os caras vão pra cidade procurar armas, ou quando zumbis invadem o acampamento no qual as pessoas estavam se refugiando e você
pensa que tudo vai mudar, volta-se sempre ao mesmo lenga-lenga. Até mesmo no último episódio da primeira temporada, quando supõe-se que algo extraordinário vai acontecer para fazer um gancho para a próxima temporada, você descobre, no fim, que estavam mais uma vez te enrolando. Apenas a mesma fórmula dos episódios errantes anteriores: algo muito louco acontece, você acha que aquilo vai mudar completamente o trama, mas, no final, eles sempre voltam à estaca zero. O enredo não se mexe em The Walking Dead. É um enredo morto-vivo, mais morto do que vivo.

Tanta propaganda pra isso?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Os materiais obscuros de Deus

Quem entra em fóruns de livros de fantasia internacionais se surpreende quando descobre que a trilogia His Dark Materials, do inglês Philip Pullman, foi batizada no Brasil como Fronteiras do Universo. Uma tradução bastante desinteressante, que tem mais potencial para atrair os nerds da Física do que fãs do gênero.

Quem botar as mãos - e também os olhos, de preferência - em Fronteiras do Universo irá perceber que não se trata de teoria das cordas ou viagens no tempo, mas de uma ótima obra fantástica criada por um autor da mesma época de Tolkien. Por esse motivo, a partir daqui não me referirei ao livro como Fronteiras do Universo, tratando-o por seu nome original. Basta ler os primeiro capítulo da saga para perceber que o "his" de His Dark Materials refere-se a Deus. E é também por isso que, na minha opinião, deveria ser mais popular (a obra é bombada apenas no Reino Unido), mas mais à frente digo por quê.

His Dark Materials é uma trilogia composta por vários mundos alternativos. Em A Bússola de Ouro, primeiro livro da série, Lyra Belacqua é criada por catedráticos numa cidade universitária de Oxford, onde crianças começam a desaparecer misteriosamente, sequestradas por pessoas a quem os habitantes dão o nome de goblers. Após conhecer a Sra. Coulter, uma importante e influente mulher da alta sociedade, a garota é adotada e deixa a universidade para aprender com ela, levando um objeto que lhe é entregue às pressas: o aletiômetro, a bússola de ouro, capaz de mostrar a verdade. Com auxílio desse instrumento, ela descobre mais sobre a Sra. Coulter, que tem muitos segredos a serem revelados e se mostra completamente diferente daquilo que aparentava ser.

Nas continuações, ocorre muita traição e mistérios, aos poucos revelados. Todas as teorias que você fica mirabolando durante a leitura e que parecem fatos irreversíveis podem se desmoronar e você se decepcionar com aquele personagem bom e fofinho, ou mesmo vir a admirar aquele a quem creditava o papel de bandido. A mensagem que Pullman quer passar? Que não há dualidades - bem versus mal - mas que todos têm seu caráter alterado conforme pede a situação. A essa teoria do autor, adiciona-se apenas uma exceção: a Igreja. Para ele, esta é sempre a vilã.

No mundo de His Dark Materials, Pullman utiliza a retórica para dar a entender que a Igreja (no livro, chamada de Magisterium) controla todo o mundo ocidental, e provavelmente o oriente também, através de muita manipulação e conspirações pela supremacia.

Não é à toa que a saga causou uma grande polêmica na época que foi lançada. Em extrema contraposição com C.S. Lewis, que publicava As Crônicas de Nárnia, que muitos dizem ser uma "bíblia para crianças", Pullman se indignava com a política das igrejas de sua época, criticando-as e chamando a todas, sem exceção, de manipuladoras.

É em decorrência dessa crítica, muito apropriada para o tempo em que o autor viveu, que a obra deveria ser mais conhecida. Quer dizer, além de conter uma história envolvente, faz uma crítica que, para seu tempo, foi ousadíssima! Infelizmente Hollywood não fez bem seu papel de disseminar a estória. A adaptação para os cinemas de A Bússola de Ouro foi um fracasso, o filme foi encerrado numa parte muito nada a ver, e a atuação de Nicole Kidman foi um desastre. Se colocássemos uma boneca de plástico em seu lugar, mal notaríamos a diferença, já que as expressões no decorrer do trama permaneceriam as mesmas.

Se você assistiu o filme e detestou, não se assuste. O livro, como ocorre com todas as obras literárias que viraram filmes (com raras exceções, como Senhor dos Anéis), é muito melhor. Se você ainda não leu His Dark Materials, não sabe o que está perdendo.

Meta: Disney World


Lembro-me como se fosse ontem: meu pai me levava à locadora perto de casa e, na sessão de desenhos, eu sempre escolhia um VHS (fita K7, vejam vocês!), de preferência um que fosse da Walt Disney. É difícil imaginar uma criança que não goste dos desenhos da Disney. Se você foi uma dessas crianças, lamento dizer, mas na minha opinião ela foi uma droga. Por que, afinal, a infância deve ser repleta de magia, e magia é especialidade da Disney!

Ouso dizer que quem não passava o final da década de 90 assistindo, às 18h, a TV Cruj, repleto de desenhos da Disney, não soube aproveitar o que houve de melhor na época. Quem nunca assistiu Branca de Neve e os Sete Anões, ou quem nunca se emocionou com o final de Pocahontas, não viveu uma das maiores experiências que o mundo do cinema pode te proporcionar.

Sempre que terminava de ver os filmes da Disney, voltando às extintas fitas K7, eu via a propaganda que enchia meus olhos... a do fantástico mundo de Walt Disney World (redundante, é verdade, mas era exatamente assim que anunciavam). Desde então, visitar o Magic Kingdom tem sido meio que um objetivo de vida. Se me perguntarem qual é meu sonho de consumo, não responderei que é um carro, nem uma casa com piscina, nem mesmo um prêmio bilionário na Mega Sena. Simplesmente me deixem tirar uma foto com o Mickey na Disneylândia!

Por isso neste exato momento estou agora estabelecendo uma meta, e deixando registrada: até 2015 eu irei para a Disney. Espero que o mundo não acabe até lá. Me deixem antes tirar uma foto com o Mickey!