quarta-feira, 2 de julho de 2008

Colesterol faz bem para a memória

Exagere no bom colesterol. É o que diz uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional Francês de Estudos Médicos. Eles descobriram que níveis baixos de HDL, o bom colesterol, estão ligados diretamente com a perda de memória, ou demência.

Os estudiosos entrevistaram 3.673 pessoas aos 55 anos e seis anos depois. O teste, repetido durante os dois encontros, era simples: dizer o maior número de palavras em uma lista com 20, depois de olhar para ela por alguns segundos.

Aqueles com o nível baixo de colesterol bom tinham um aumento de 27% na perda de memória. No segundo teste, onde os entrevistados já tinham mais de 60 anos, o risco era ainda maior, 53%.

Os cientistas não sabem o que o HDL faz para atuar em prol da memória, mas eles suspeitam que isso seja um reflexo dos derrames causados pela falta ou baixo índice desse colesterol. O HDL forma uma classe de lipoproteínas que carregam o colesterol dos tecidos do corpo para o fígado, para ser excretado. Ele também diminui o risco de ataques do coração e ajuda na maturação das sinapses entre as células nervosas.

Quer evitar ter grandes problemas com a memória, o coração, as artérias... etc: coma gorduras mono ou poli saturadas, como óleo de oliva, milho, soja, girassol e outros. Esses alimentos ajudam na produção da proteína.

Por Nina Weingrill, no site da Super.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Em 2090, Londres estará inundada


O aquecimento global derreteu todas as geleiras. Os oceanos aumentaram terrivelmente de nível. Cidades ficaram alagadas. E como seria Londres neste cenário? É o que o estúdio Squint/Opera tenta demonstrar em uma exibição de fotografias intitulada “Flooded London 2090” (Londres Inundada 2090, em tradução livre).


Parte integrante do Festival de Arquitetura de Londres, a exposição de fotografias tenta conscientizar as pessoas para o futuro catastrófico que nos reserva caso nenhuma providência seja tomada em relação às mudanças climáticas. As imagens retratam cenas da cidade inglesa cobertas de água e como isso interferiu no cotidiano das pessoas. Embora pareça angustiante, as imagens são bem otimistas e demonstram que, apesar de tudo, a inundação melhorou o estilo de vida dos londrinos.


Uma imagem, por exemplo, retrata um casal pescando em Canary Wharf:



Outra, mostra um homem pronto para mergulhar dentro da catedral St. Paul:



A casa da pequena menina se salvou, mas o final da rua só se pode ver mergulhando na água:



E não é só a paisagem que muda com o alagamento. As pessoas não precisam tanto de transportes terrestres – já que tudo é água -, então, peças de bicicletas são usadas para construir geradores:



O estúdio usou fotografias, modelagem em 3D e manipulação digital para criar as imagens superrealistas. Para mais informações, acesse o site do Festival.

9MM: série nacional liberada na web


Depois da crítica ao desrespeito do canal Fox pelos assinantes no post anterior, hora de reconhecer a bola dentro que foi a estréia da série policial The Shield 9MM: São Paulo, cujo final de temporada vai ao ar hoje às 22h. O programa não tem o mesmo nível das produções nacionais da HBO, mas é assistível e - o mais importante - tem presença impecável na web.

Os episódios estão disponíveis na íntegra no site oficial, com alguns trechos entrando no ar antes mesmo da exibição na Fox. Além disso, alguns webisodes acompanham a trama e preenchem lacunas entre um capítulo e outro. Iniciativa inédita por aqui, e sinal de produtores antenados com o papel fundamental que a rede pode ter na divulgação e expansão dos seriados para além da tela da TV.

Por André Sirangelo, no site da Super.

1 ano de dublagem no canal Fox

Em 1º de julho de 2007, o canal Fox passou a exibir séries e filmes com dublagem em português no horário nobre. Uma decisão arbitrária e repentina que surpreendeu, no meio da exibição de episódios inéditos, os espectadores de séries como como 24 Horas, Nip/Tuck e Bones. 1 ano depois, a decisão se mantém e apenas os assinantes de algumas operadoras (como a NET Digital) têm acesso a opções de áudio original e legendas em português - mesmo assim, com diversas falhas técnicas e problemas de sincronia e tradução.

Fica o registro do triste aniversário, numa campanha blogueira puxada pelo TeleSéries - campanha que obviamente não é contra a dublagem e os dubladores, mas a favor do direito de escolha. O exemplo retrógrado do canal Fox (ou seria Raposa?) é um dos motivos pelos quais aguardamos ansiosamente a inclusão do Brasil em serviços como o Hulu e o iTunes para abandonar de vez a TV a cabo.

Por André Sirangelo, no site da Super.

'The Guild' legendado no YouTube



The Guild, uma das séries mais engraçadas da web (só fica atrás de You Suck At Photoshop), vencedora do YouTube Award de melhor série, ganhou um canal com episódios legendados em português. Os webisodes protagonizados pela ótima Felicia Day (uma das jovens caçadoras da última temporada de Buffy) tiram sarro dos jogadores de RPGs online como World of Warcraft - mas vale para não-iniciados também. Link

Por André Sirangelo, no site da Super.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

God of War e a falta de jogos difíceis


Comprei um PSP no último fim de semana. Foi uma coisa meio de impulso: fui cimprar um jogo de Wii e vi numa loja a lindíssima edição limitada que vem com p God of War: Chains of Olympus e acabei levando – a cereja no bolo foi vir com Super Bad, dos meus filmes favoritos do ano passado. O PSP é tecnicamente impressionante – tem um bom navegador, skype e uma tela com ótima resolução e tamanho, além de ser leve e menor do que parece. Mas eu queria falar aqui do tal God of War. Não joguei a série no PlayStation 2 (falha grave no currículo, eu sei) e por isso achei que tinha de me atualizar. É tudo isso que falam?


Em primeiro lugar é lindo, gráficos ultradetalhados mesmo na telinha do PSP. É um jogo “hack ‘n slash”, desses que você vai andando pela tela e batendo em todo mundo que aparece, gênero que existe desde que o videogame existe: Final Fight no SNES ou Streets of Rage, do Mega Drive são bons velhos exemplos. Em God of War você é Kratos, um soldado-fantasma que é uma espécie de fantoche dos deuses do Olimpo e um dos heróis mais mal encarados da história do videogame. O cara é mauzão do início ao fim, e você vê que ele (e eu, na pele dele) sente um certo prazer em destroçar os inimigos. A história é legal e bem contada se você curte mitologia.


Em termos de jogabilidade mesmo, GoW “pega emprestado” dois conceitos fundamentais: você coleta bolas vermelhas que caem dos inimigos pra melhorar as armas e magias como em Devil May Cry; e os combos são um bocado parecidos com os jogos de ação da série Lord of the Rings, ambos ligeiramente anteriores. O que faz God of War diferente é o que os críticos apelidaram de “sistema siga-o-mestre” (Simon Says, em inglês). Há alguns inimigos – especialmente os “chefões” – que você pode matar mais rápido se, em determinada hora, seguir a seqüência que aparecer na tela, apertando os botões certos, na hora certa. O difícil é que a janela de tempo para fazer isso é mínima, e qualquer erro seu e o bichão manda você pra longe, comendo um bocado da sua energia. Isso pode parecer frustrante, mas para mim é bom.


Hoje em dia há tão poucos jogos que demandam habilidade do jogador que alguma coisa assim, ligeiramente mais difícil que o comum (é o mesmo princípio de Guitar Hero em níveis mais difíceis) já é um alívio para quem quer um desafio. Fora que, quando você acerta, é bem mais recompensador. Na verdade eu sinto falta de jogos difíceis, onde o que conta é a habilidade pura. Há vários jogos que eu parei porque eu vi que chegar até o final era mais uma questão de ter ter paciência para "andar pela história" do que ser surpreendido e desafiado com a próxima fase. Mario eu me apaixonei, o level design é excelente, mas só há desafio depois que você zera o jogo – não há o menor risco de você perder todas as vidas, por exemplo. Todos os jogos da Nintendo, na real, sofrem do problema de que metade do jogo é um tutorial, e você só vai ter controle e desafio mesmo lá pro final. Uma pena. Quero coisas mais difíceis! E não me venha com esse papo de que é só selecionar o nível “hard” - ainda que tenha isso no GoW. Várias produtoras de videogame usam o nível de dificuldade apenas como mutreta que não torna o jogo mais difícil, e sim injusto: os inimigos têm o dobro de energia e fazem o triplo de dano. Só isso. Aliás, isso me lembra que preciso jogar Ninja Gaiden 2.

Por Pedro Burgos, no site da Super.

O Windows XP morreu. E agora?


Hoje, 30 de junho de 2008, o Windows XP deixa de ser vendido pela Microsoft. A data parece ter sido escolhida de propósito, para coincidir com a aposentadoria de Bill Gates. Ao mesmo tempo em que o supernerd pendura as chuteiras, sai de cena o melhor Windows de todos os tempos. A era de ouro da Microsoft acabou.

Mas e na prática, o que muda? Já estava muito difícil achar, nas grandes lojas, computadores com o XP. A novidade é que agora o software avulso, vendido em cd e em micros montados na rua Santa Ifigênia, também vai sumir. Ainda é possível encontrá-lo, por cerca de R$ 300. Mas, quando o estoque se esgotar, bau bau. Restará apenas uma opção: comprar um computador com Windows Vista Business, que dá direito a voltar para o XP. Só que as máquinas Business são mais caras e difíceis de achar. Isso sem contar a mão-de-obra que é fazer, por conta própria, uma troca de sistema operacional. Para leigos, é inviável.

Junte tudo isso, e veja só como o panorama é ruim: ao comprar um computador novo, as únicas alternativas são o Vista (mais lento que o XP), o Linux (mais complicado) ou o Mac OS X (mais caro). O Windows XP vai deixar saudades...

Por Bruno Garattoni, no site da Super.